Doenças Neurodegenerativas

Envelhecimento cerebral e as doenças neurodegenerativas

 

As doenças do envelhecimento têm tido maior expressão na sociedade devido ao aumento do tempo de vida. Para se ter um envelhecimento saudável com qualidade de vida é necessária uma compreensão mais abrangente e adequada do conjunto de fatores que compõem o dia a dia do idoso.

Envelhecer envolve mais que fatores biológicos e genéticos como também fatores ambientais, sociais e psíquicos. Ao falarmos sobre o envelhecimento do cérebro é importante distinguir o envelhecimento normal do envelhecimento patológico.

Ao envelhecimento patológico estão atribuídas as doenças neurodegenerativas, termo genérico usado para as doenças que destroem os neurônios progressiva e irreversivelmente. Essas patologias são mais frequentes em pessoas acima de 60 anos.

Atualmente há progressos notáveis decorrentes de pesquisas para as patologias mais comuns como: Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson, Senilidade, Demência de Corpos de Lewy, Acidente Vascular Cerebral, Dor Crônica, Depressão profunda, alterações do pensamento, do humor e do comportamento.

A Doença de Alzheimer (DA) é responsável por mais da metade dos casos das doenças que afetam o cérebro, principalmente as regiões responsáveis pela memória, linguagem e cálculo. Começa lenta e, gradativamente o paciente vai perdendo suas funções motoras, fisiológicas e/ou sua capacidade cognitiva até não conseguir executar tarefas simples como: trocar de roupas, usar os talheres, usar o sanitário. Nos estágios finais chegam a ficar mudos, incontinentes e acamados. Alguns pacientes desenvolvem sintomas psicóticos (como alucinações e delírios), apatia, agressividade e perturbação do sono.

Clinicamente notamos:

  • Redução de atenção
  • Falha da memória comprometendo as atividades diárias e pessoais
  • Dificuldades em compreender mensagens longas e complexas
  • Perda da capacidade de seguir instruções verbais e/ou escritas
  • Dificuldade em seguir um raciocínio e manter uma conversa
  • Dificuldade em realizar tarefas que envolvam análise lógica e organização (dificuldade em calcular distância, determinar cor e tamanho de objetos e de lugar)
  • Desorientação no tempo e espaço (perdem a noção de datas, dia da semana, esquecem onde estão ou como chegaram lá)
  • Incapacidade para planejar, tomar decisões, gerir finanças
  • Abandono das atividades sociais, projeto de trabalho e lazer preferido.

Dentre as modalidades de tratamentos não farmacológicos, a intervenção cognitiva é uma das áreas mais estudadas ultimamente e sua eficácia comprovada cientificamente, na qual mecanismos específicos são treinados na realização de exercícios mentais e o aprendizado de estratégias têm o potencial de melhorar e/ou preservar o funcionamento de determinadas áreas cerebral.

Age modificando, alterando e reordenando as conexões neurais (sinapses). A cada nova experiência do indivíduo, redes de neurônios são rearranjadas, outras tantas são reforçadas e inúmeras possibilidades de resposta ao ambiente tornam-se possíveis, possibilitando modificar e/ou ampliar a capacidade de pensar.

É uma alternativa promissora para atenuar ou retardar os efeitos do envelhecimento sobre o cérebro e tem sido uma importante aliada para os pacientes e para os seus familiares.

Avany – 08/10/2018