Transtornos Adaptativos

O que é?

Reações depressivas pós-crises caracterizam o surgimento da depressão após um evento que pode ser considerado uma crise, que pode ser pessoal, financeira, social, dentre tantas outras.

 

Por exemplo, uma pessoa pode se tornar depressiva após passar por uma situação de luto de um parente muito querido. Ou então, após perder o emprego e se ver em uma situação financeira completamente diferente da que estava acostumado.

 

Mas isso não é a regra. Muitas vezes, a depressão se desenvolve quando a pessoa está sem nenhum problema na realidade objetiva. Esse é um fator que caracteriza a doença depressiva.

 

Depressão é “humor depressivo e/ou falta de interesse, perda da capacidade de sentir prazer, queda de energia, lentidão psicomotora, negativismo em sentimentos e pensamentos, além de sintomas físicos e insônia.”

 

Já foi comprovado que existe um componente genético na depressão, mas é um transtorno multifatorial. Ou seja, várias coisas influenciam no desenvolvimento da doença, desde o psicológico, o genético e o ambiental.

 

Como é o quadro clínico?

 

Depressão é mais do que meramente tristeza. Pessoas com depressão apresentam falta de interesse e prazer em atividades diárias, podem ter perda ou ganho de peso, insônia ou sono excessivo, falta de energia, pensamentos suicidas, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, entre outros.

O quadro clínico pode variar bastante de pessoa a pessoa, mas 3 sintomas são essenciais:

  1. Humor depressivo e/ou falta de interesse e motivação
  2. Queda do ânimo ou cansaço
  3. Lentificação psicomotora

 

Os afetos são negativos, caracterizados por sentimentos de baixa autoestima, culpa, desesperança, tristeza, apatia, solidão, ansiedade, tédio, vazio, entre outros. Há prejuízo das funções cognitivas com consequente comprometimento da memória. Predominam o pessimismo, culpa, falta de sentido, ruína, fracasso, desesperança.

 

O que fazer?

 

É muito importante ter em mente que a depressão é tratável e que o prognóstico é muito bom.

A primeira coisa ao perceber os sintomas é procurar um profissional de saúde capacitado para lidar com a situação.

 

O manejo da depressão depende do diagnóstico adequado. O curso da doença e a escolha do tratamento são influenciados por idade, sexo, gravidade dos sintomas, subtipo diagnóstico, entre outros. O tratamento geralmente consiste em uma terapia combinada, seja farmacoterapia, psicoterapia, psicoeducação e/ou suporte social.

 

Paciente e família devem fazer parte da tomada de decisões, e o desenvolvimento de uma aliança terapêutica é fundamental para o tratamento.

 

No caso das reações depressivas pós-crises, também é muito importante que o tratamento seja direcionado para a melhora da causa. Ou seja, mais do que tratar os sintomas, a causa da crise que desencadeou a doença deve ser identificada e, com a ajuda de psicólogos, psicoterapeutas, médicos, familiares e amigos, o paciente conseguirá superá-la. O objetivo é que ele consiga seguir a sua vida, buscando formas de lidar com a crise e aprender com ela.

 

Fontes

  1. Compêndio de clínica psiquiátrica
  2. http://www.apa.org/topics/depression/index.aspx